Dia do atleta profissional: a transformação de problemas em desafios em busca da superação

Niumar Velho

Apenas alguns segundos para começar a corrida. As pessoas te olham, as expectativas começam a silenciar seus pensamentos, o coração acelera. Chega o momento tão esperado: a largada. Dali para frente é só você por você mesmo. Todo aquele misto de emoções vai se transformando em dor, em cansaço, mas o foco em cruzar a linha de chegada domina os seus pensamentos. Para o seu corpo o limite já não é mais tão claro. Você rompe a linha de chegada. Mais uma corrida chega ao fim e logo o prazer de fazer tudo novamente alimenta o corpo do atleta. 

Todas as emoções que fizeram parte do corpo naquele momento refletem não só na corrida que acabou de ser realizada, mas nos meses que a antecederam. Dias e noites de preparo físico e psicológico para que mais uma etapa fosse vencida. Superação? Podemos dizer que esse é o sobrenome dos atletas que entregam sua vida ao esporte e nos ensinam não só técnicas, mas lições que nos inspiram a seguir em frente todos os dias.

Como amadores, apreciamos e nos inspiramos nas histórias contadas antes, durante e depois da Linha de Chegada. Praticamos pelo prazer, mas também superamos o desafio que é o percurso. Estamos sempre em busca de boas referências profissionais para nos ajudar a transformar sonhos em realidade, metas em conquistas, obstáculos em superações e inseguranças em confiança. 

Há algum tempo, entrevistamos o ultramaratonista Niumar Velho e não poderíamos deixar de compartilha-la no dia do atleta profissional. Com 38 anos de idade e 13 de carreira, o caxiense que integra a seleção brasileira de ultramaratona, contou um pouco sobre sua experiência para Cris Moraes e Marcia Tolotti. Confira:

Quais são os maiores desafios de uma prova longa?

O maior desafio são os meses que antecedem a prova. A prova em si é a cereja do bolo. A maior dificuldade para chegar bem ao final da prova são os dias que a antecedem. Ali é onde você vai se ver sozinho, onde você vai aprender, acertar, errar, o que vai fazer, o que não vai. É uma preparação para o dia da prova.

Eu sempre digo que a cabeça é o que manda. Claro que fisicamente você tem que estar bem para fazer a prova, mas o que vai te levar durante o percurso é a sua cabeça. O que você mentaliza, o que você acredita, o que você está disposto a fazer, o que está disposto a pagar por aquilo. Fisicamente você tem que estar bem, apto a poder fazer, mas o cérebro, a cabeça, o pensamento, é o que vai te levar, te motivar.

Já teve que se superar em algum momento?

Em uma prova longa acontecem muitas coisas. Saímos com um pensamento, com uma estratégia, mas durante a prova as coisas mudam. Às vezes você está bem, mas do nada você apaga e tem que tirar forças de onde você não tem para poder continuar. Eu vejo a corrida como vejo a vida: você está bem e de repente passa por algum obstáculo e precisa levantar, reagir. Tudo isso pode acontecer em um dia, em algumas horas, em alguns segundos. Por isso que digo que você tem que estar com a cabeça boa e sempre com uma carta na manga para poder resolver a situação. 

O que diria para quem deseja começar a correr?

Todo mundo tem condições de estipular uma meta e se dispor a cumpri-la. Não importa em quanto tempo você vai terminar a prova, o importante é você querer e correr atrás. “Eu vou fazer, eu consigo, vai ser doido, mas todo mundo passa por isso”. Tanto para o atleta de alto rendimento, quanto para o atleta amador a conquista vai ser a mesma. Por isso, não tenha medo. Só vá! 

O que é a Linha de Chegada para você?

A Linha de Chegada, em primeiro lugar, é uma conquista pessoal. Há muita dedicação até chegar naquele momento bem, com saúde e terminar a corrida de forma positiva. Não importa em quanto tempo

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