Vamos lá!

O corpo é físico e não existe uma fórmula mágica, mas o treino ajuda no aumento da resistência e força. Na corrida, percebemos nitidamente que conseguimos superar nosso tempo ou percurso se tivemos um bom treinamento. Claro que existem imprevistos e assim como o motor de um carro quebra, também podemos parar. Mas o mais interessante é que a mente comanda o corpo. Podemos estar super bem preparados fisicamente, mas se a cabeça colocar empecilhos, não vamos para frente.

É por isso que trabalhar esses medos, negatividade e inseguranças também faz parte do treinamento de corrida. Cada um encontra o seu jeito ou motivação, mas se correr com alguém – seja um amigo ou treinador – ajuda, vamos lá! Faça o que for necessário, mas sempre é possível encontrar um jeito de fugir da Hardy que está dentro de você e encontrar uma pessoa determinada e capaz parar superar obstáculos, não importam quais sejam.

Aconteceu comigo…

Vou usar minha experiência para exemplificar. Antes de começar a escrever esse livro, já corria e tinha conseguido concluir uma meia maratona, para mim foi o auge e não sei se farei novamente um dia, mas, acontece que quando decidi ir em frente com o projeto, descobri que estava esperando o Gabriel. Foi a melhor surpresa que tive na vida, mas as prioridades mudaram e tive que deixar o livro um pouco de lado e as corridas, claro, também. Morri de vontade de voltar, mas retornei as passadas depois de dois meses do nascimento do meu bebê. Incrível como o corpo sente e a cabeça padece.

Parecia que estava começando do zero e tive que ter muita paciência para voltar a correr. Resolvi me inscrever em uma prova feminina de 8km para ver se conseguia voltar com mais intensidade, mas sabia que não estava bem preparada, porque não consegui seguir nem a metade da planilha, já que imprevistos com filho pequeno fazem parte da rotina. Mas, lá estava eu na corrida e pensei: OK, vou caminhar se não conseguir e não vou me matar. Conheço o meu corpo, mas e a minha mente? A cada quilômetro a Hardy dizia “Sabia que não ia dar certo. Melhor desistir e caminhar”, mas eu continuei e caminhei também.

Reta final

Na reta final – 400 metros finais -, já estava andando e pensando em fazer um Sprint, mas ainda não tinha recuperado o gás e a vontade. Foi quando uma menina olhou para trás e disse: “vamos lá”. Que poderoso que foi esse convite e eu voltei a correr, passei dela, me animei e conclui a prova melhor do que imaginava para quem estava fora das competições há mais de um ano.

*Cristiane Moraes, jornalista e co idealizadora do Projeto Linha de Chegada. Artigo tirado do livro Linha de Chegada.

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